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BlogTEATRO, por Claudia Chaves

Teatro, por Claudia Chaves: “A palavra que resta”

Redação
Redação Ultima atualização: 20/10/2024
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Oscar Wilde foi preso. Alan Turing, o pai da computação, suicidou-se na prisão. Em 2023, 230 pessoas LGBT+ morreram de forma violenta no país, uma a cada 38 horas. O premiado romance “A Palavra que Resta”, de Stenio Gardel, se transforma em poema na peça que traz o retorno aos palcos da Cia. Atores de Laura, sob a direção de Daniel Herz.

Em cena, cinco atores do grupo original (Ana Paula Secco, Charles Fricks, Leandro Castilho, Paulo Hamilton e Verônica Reis) e a atriz convidada Valéria Barcellos, que, com as técnicas do teatro armorial, conseguem equilibrar de forma perfeita a poesia do texto com os movimentos de corpo, pois se revezam em vários papéis, inclusive o do protagonista.

A simplicidade dos personagens, pessoas comuns, aqueles que exprimem o sertanejo (antes de tudo, “um forte”), se expressa na escolha dos figurinos do premiado Wanderley Gomes, macacões que parecem iguais, mas são diferentes, em uma construção artesanal no tingimento dos tecidos, no cuidado dos recortes que funcionam  para evidenciar o significado  primeiro: todas as pessoas são absolutamente iguais.

 

A direção de Daniel Herz faz com que os atores se movimentem, se toquem, se exprimam com os movimentos de corpo em um balé que varia do solo até o conjunto de todos. Essa corporalidade torna a atuação equilibrada e se transforme em um destaque do mais puro talento de todo o grupo.

A beleza do texto lembra uma grande odisseia, pois o que se conta é o trajeto do herói, Raimundo, com suas “aventuras”  Ele é regido pela própria  busca de um cálice sagrado: aprender a ler para saber o que seu amor adolescente lhe disse em uma carta quando se separaram.

A construção é meticulosa em todos os sentidos: a beleza evidenciada pelas vozes dos atores, a trilha musical que mostra as nossas raízes, o cenário com as molduras vazias, a lua cheia que nos ilumina e a cruz da penitência que toma o cenário. Como o rio, um personagem importante na trama, vemos escorrer as vidas,  afogamentos, deixar-se levar, mas os que se salvam quando entendem que o que vale a pena é exprimir a individualidade. 

Serviço:

Teatro Correios Léa Garcia, Centro (R. Visc. de Itaboraí, 20)

Quinta a sábado, às 19h.

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